O Quarto dia, por Sarah Lotz
Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica... Se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.
Terror| 352 Páginas| Editora Arqueiro| Classificação 3/5
A história mostra o ponto de vista de uma camareira, de um médico, duas senhoras que pretendem se suicidarem, uma médium e sua ajudante, um segurança e finalmente um estuprador, ele é responsável pela morte de uma passageira após violenta-la.
Conforme o tempo vai passando, o navio esta parado no meio do nada por dias, sem alimento suficiente, vários problemas na parte hidráulica e falta de higiene, fazendo com que as pessoas fiquem nervosas, agitadas, violentas e ninguém sabe o fim desse caos. As coisas ficam mais quentes quando duas camareiras encontram o corpo da mulher que foi estuprada, eles tentam abafar o caso para não deixar os passageiros em panico. Mas Devi, um segurança do navio que já foi detetive no Afeganistão, começa a investigar o caso em segredo para encontrar o assassino.
Nós descobrimos quem é o assassino logo no começo, Gary finge ser um homem comum, bom marido, sempre educado, não dá para imaginar que por trás disso há um psicopata calculista. Ele sempre escolhe vitimas mais vulneráveis, observa cada passo delas para atacar, e Kelly era exatamente assim, uma mulher solitária e que poucos sentiriam sua ausência.
A autora consegue prender o leitor, não de maneira frenética, mas de modo que você quer saber quais são os primeiros passos de cada personagem. Narrativa também é bem fluída, você pode como eu achar chato o começo, pois é bem lento, no entanto na metade do livro coisas mais fortes acontecem, situações assustadoras e macabras, e fiquem bem ligados na médium Celine Del Rey ela me surpreendeu muito.
Sarah Lotz, a autora, deixa uma duvida no final que pode até ser um caminho para um terceiro livro. Ela ficou conhecida ao publicar seu primeiro livro "Os Três", que também deixa um final em aberto - parece que essa autora tem problemas com os finais, só pode!
A autora consegue prender o leitor, não de maneira frenética, mas de modo que você quer saber quais são os primeiros passos de cada personagem. Narrativa também é bem fluída, você pode como eu achar chato o começo, pois é bem lento, no entanto na metade do livro coisas mais fortes acontecem, situações assustadoras e macabras, e fiquem bem ligados na médium Celine Del Rey ela me surpreendeu muito.
Sarah Lotz, a autora, deixa uma duvida no final que pode até ser um caminho para um terceiro livro. Ela ficou conhecida ao publicar seu primeiro livro "Os Três", que também deixa um final em aberto - parece que essa autora tem problemas com os finais, só pode!
Mas é interessante a manobra que Sarah faz com o leitor, tanto esse livro quanto o outro primeiro buscam provar que nossa mente pode ser influenciada em ocasiões perturbadoras, algo ou alguém pode nos fazer sentir ou imaginar coisas horríveis. Todos os níveis de crenças são ultrapassados, trazendo para o leitor uma visão sobrenatural, surreal, você não sabe ao certo aquilo que é verdadeiro ou faz parte da sua imaginação.
"Parecia tão real, era real Xavier eu juro."Recomendo esse livro para os viciados em terror, se você já leu Stephen King sabe exatamente como funciona esse gênero que eu não me encanto, mas experimento ás vezes. Sem falar que o King faz vários comentários positivos a respeito dessa autora, então deem uma chance para Sarah Lotz e boa leitura!
"Um livro excelente, esse cruzeiro veio direto do inferno."- Stephen King


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