Vou Embora, por Jean Echenoz
Romance | Editora Objetia | 180 páginas | Classificação 3/5
📝Vou embora nos leva a uma surpreende viagem da charmosa Paris ao exotismo do Pólo Norte. Quando Ferrer resolve partir em busca de um valioso tesouro, perdido num barco encalhado em 1957, ele não pode imaginar que rumo tomara sua vida. Dono de uma pequena galeria de arte em Paris, Ferrer está cansado de uma rotina que o acompanha a anos. Aventura, mistério e paixão.
Acordar às sete e meia, dez minutos de leitura no banheiro, preparar o café, vinte minutos de ginástica, acordar Suzane, arejar a casa, tomar banho, escovar os dentes, por seu terno, ir para o ateliê ... Ufa!! Quantas vezes Ferrer se perguntou quando essa rotina acabaria? Quantas e quantas vezes ele imaginou escapar daquele ritual?
É Delahaye, profissional competente que orienta Ferrer em seus negócios no mundo da arte, que lhe traz a notícia que transformará sua vida. Numa visita repentina, Delahaye lhe fala de um pequeno barco de comércio que encalhara em setembro de 1957, no extremo norte do Canadá. Encalhado depois de bater num recife, logo fora cercado pelo gelo e, pelo que se sabia, deveria estar ainda lá, abandonado com sua carga preciosa: peles de raposa, de urso e de foca, e antigas peças raríssimas de arte esquimó.
A busca do tesouro é seu grito de liberdade - o mergulho audacioso num mundo de perigos repentinos, paixões avassaladoras e mistérios.
Vencedor do Goncourt, o prêmio literário de maior prestígio na França, o livro nos aprisiona até a última linha e, pela engenhosidade das situações boladas pelo autor, nos faz rir sem piedade dos infortúnios dos personagens que não existem isoladamente. Ou seja, eles não são perfis psicológicos com vida própria, existem apenas em função das ações que desempenham. Existem apenas para a narrativa, na conexão com as outras figuras da trama. Sem nenhum resquício das representações naturalistas a que estamos acostumados em muitos romances.
"- Vou embora... Vou deixar você.Félix Ferrer anuncia a esposa." .___
📝Vou embora nos leva a uma surpreende viagem da charmosa Paris ao exotismo do Pólo Norte. Quando Ferrer resolve partir em busca de um valioso tesouro, perdido num barco encalhado em 1957, ele não pode imaginar que rumo tomara sua vida. Dono de uma pequena galeria de arte em Paris, Ferrer está cansado de uma rotina que o acompanha a anos. Aventura, mistério e paixão.
Acordar às sete e meia, dez minutos de leitura no banheiro, preparar o café, vinte minutos de ginástica, acordar Suzane, arejar a casa, tomar banho, escovar os dentes, por seu terno, ir para o ateliê ... Ufa!! Quantas vezes Ferrer se perguntou quando essa rotina acabaria? Quantas e quantas vezes ele imaginou escapar daquele ritual?
É Delahaye, profissional competente que orienta Ferrer em seus negócios no mundo da arte, que lhe traz a notícia que transformará sua vida. Numa visita repentina, Delahaye lhe fala de um pequeno barco de comércio que encalhara em setembro de 1957, no extremo norte do Canadá. Encalhado depois de bater num recife, logo fora cercado pelo gelo e, pelo que se sabia, deveria estar ainda lá, abandonado com sua carga preciosa: peles de raposa, de urso e de foca, e antigas peças raríssimas de arte esquimó.
A busca do tesouro é seu grito de liberdade - o mergulho audacioso num mundo de perigos repentinos, paixões avassaladoras e mistérios.
Vencedor do Goncourt, o prêmio literário de maior prestígio na França, o livro nos aprisiona até a última linha e, pela engenhosidade das situações boladas pelo autor, nos faz rir sem piedade dos infortúnios dos personagens que não existem isoladamente. Ou seja, eles não são perfis psicológicos com vida própria, existem apenas em função das ações que desempenham. Existem apenas para a narrativa, na conexão com as outras figuras da trama. Sem nenhum resquício das representações naturalistas a que estamos acostumados em muitos romances.

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