Filme : Suíte Francesa

 Durante a Segunda Guerra Mundial, na França, Lucile Angellier (Michelle Williams) passa os dias junto de sua sogra (Kristin Scott Thomas) esperando pelo retorno do marido, um prisioneiro de guerra. Enquanto alguns combatentes franceses retornam para a casa, o pequeno vilarejo onde Lucile mora começa a ser invadido por soldados alemães, incluindo o refinado Bruno von Falk (Matthias Schoenaearts). Apesar de resistir aos flertes do soldado, Lucile acaba cedendo e inicia uma relação amorosa com ele.


Drama/ Guerra, Romance | Netflix | 2014


Simplesmente amei esse filme! Adoro filmes de época e que retratam assuntos históricos, mesmo sendo ficcionais o importante é se emocionar, este é o caso de Suíte Francesa.
Já se passaram aproximadamente 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial, ainda sim as telinhas continuam abordando esse tema, embora seja improvável achar histórias originais. Este filme foi de 2014 e só agora eu encontrei na Netflix, não imaginei que poderia ser tão bom e emocionante, principalmente por abordar de maneira fictícia as situações dos franceses com a invasão dos alemãs e um romance proibido.



Bruno VanFalk fica hospedado na casa da sogra de Lucile Angellier, na verdade elas foram obrigadas a receberem o soldado, todos os franceses eram obrigados a hospedar os soldados alemãs. Com o marido na guerra, a francesa solitária começa um romance com um soldado alemão, naquela época as mulheres que mantinham relações com invasores eram consideradas inimigas, mesmo com esse medo Lucile estava disposta a conhecê-lo, ele parecia diferente dos outros. A cada dia que passa Lucile se encanta por Bruno, ele é um homem gentil, charmoso e toca piano todas as noites, mas onde caberia amor naquele caos, franceses foram feridos, muitos perderam os filhos por causa dos alemãs, não ha espaço para amá-los, apenas ódio.

O filme é baseado no romance escrito por Irène Némirovky, uma judia que foi exterminada em um campo de concentração. Depois de anos após sua morte, sua filha resolve publicar um rascunho do romance encontrado na sua mala, para homenagear sua mãe. Ambos focam no romance proibido que surgiu entre um soldado e uma francesa. Achei interessante como a autora mesmo sendo judia, perseguida pelos alemãs,  consegue descrever alguns homens dignos de confiança, gentis e apaixonados, como é o caso de Bruno. Apesar dessa diferença dele com os outros soldados, ele tinha uma missão e era proibido de negar, por ser soldado deveria obedecer as ordens, mesmo que sejam ordens cruéis e desumanas.

O filme apesar de batido é encantador, com um final emocionante e talvez frustrante para alguns, porém eu amei.

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